segunda-feira, 17 de maio de 2010


Por tanto amor...


Amo-te pela ternura que deixas exalar
E pela poesia de tuas palavras
Colocando flores dentro de minha alma.

Por tanto amor, fiz-me um jardim perfumado
Pela delicadeza do jardineiro
Que ama a flor mais que a si mesmo.


-Helena Frontini-

sábado, 15 de maio de 2010


Até o fim


Esperarei por ti, por todas as noites e dias, do princípio até o fim da última ilusão.
Aquí estarei como estátua mesmerizada, neste pedestal de tempo indefinido.

Esperarei por ti, mesmo que o mundo se alteie em terremotos e cismos inaturais.
Aquí estarei como lava quente e resfriada, pedra angular do que foi prometido.

Não sei se virás desfazer a dor que deixastes, pêndulo de esperanças irreais...
Esperarei por ti, por todas as noites e dias, até esvair-se a espera em sim ou não.


-Helena Frontini-

sexta-feira, 14 de maio de 2010



Indiferença


O inimigo do amor espera na sombra
Indiferente, sem cara e caridade.
Esta faca afiada que corta profundo
Sangra na ferida em chaga
E desaparece sem deixar vestígio.


Pior que o ódio vestido de vermelho
E da raiva sua amiga constante,
É este olhar de quem não se importa
As mãos escondidas nas costas
Esta boca em riste, dura e calada.


Não venhas, indiferença, eu te peço.
Nada mata mais doído e fundo
Que tua presença.


-Helena Frontini-

quarta-feira, 12 de maio de 2010


O beijo


Quando me beijas sinto estranha emoção.
Um pulsar intenso na veia do pescoço
Os olhos tornam-se amortecidos e lesos
Os lábios, como flores de paixão.
Quando sussurras com esta voz rouca
Palavras atrevidas de desejos
Meu corpo desfalece em rendição...


Se o beijo é profundo e ardoroso
Teu amor fecunda todos os universos
E nascem estrelas no céu da boca.


-Helena Frontini-

terça-feira, 11 de maio de 2010


Recortes


O espelho partiu-se e quando me vejo assim,
São só pedaços, dispersos e modificados.

Um ser recortado ante meu olhar de espanto,
Alienígena invasor mirando do outro lado.

Suas dezenas de faces de muitas bocas e olhos
Trazendo angústia aos meus sentidos.

Escorrego as mãos pela nudez de meu corpo
E encontro-me inteira, intacta, completa...

Por alguns instantes pensei ter-me quebrado
Restando apenas facetas de mim.


-Helena Frontini-

sábado, 8 de maio de 2010


Mãe do mundo



Teu corpo de tantas cores e formas, brilha como estrela doadora de luz.

Mãe do mundo e da criação, com o belo augúrio doado a todas, com rara excessão:

A capacidade intrínseca de gerar, criar e perpetuar o amor.



-Helena Frontini-

Clair de Lune


Desde tenra idade envolvi-me com a magia dos sons.
Anos de estudo gastando o instrumento e as mãos.
Entendo a música, sei ler notas, as comuns e as cifradas.
Conheço as escalas e as claves de fá e de sol.
Os compassos, a métrica e o solfejar.
Aprendi sobre bemóis e sustenidos, colcheias e mínimas,
Semínimas, fuzas, semifuzas e pontuação.
Reconheço um ritmo, seu tempo, sua melodia
Mas...não tenho o dom!
Possuo vontade e perseverança que deveriam bastar
Contudo, não encorporam o espirito musical
Apenas reverberam meu tédio.
Breve ou semibreve!


-Helena frontini-