quinta-feira, 8 de abril de 2010


Ao amor que vai chegar


Meu corpo é chama acesa e delicada
Inquieta e trepidante a te buscar.
Acordo e já me vejo ansiosa e ardente
A espera deste bem que vai chegar.
Minha pele vai ser quente em sua mão
E cada poro lateja em expectativa.
Não prolongues a aflição.

Tenho flores espalhadas ao meu redor
Vinho e agua para que sejas bem vindo.
Meu abraço só deseja te enlaçar
Envolvendo nossos corpos em sedução.
Ouço passos e te escuto, rindo...
O amor veio, abrindo todas as portas
Chegou enfim, para me amar.


-Helena Frontini-


Louco, louco amor...


Por voce, me abandono, me ato, me enlaço
Em sua teia de ardores.

Por voce, me visto, me dispo,me acho
Em seu corpo de sabores.

Por voce, me encanto, me adoço, me espalho
Em seu gosto de flores.

Por voce, me abandono, me sinto, me calo
Entre seus cobertores.

Por voce, me queimo, me abraso, me ardo
Em seu leito de amores.


-Helena Frontini-

terça-feira, 6 de abril de 2010


Eterna melodia


Em tudo há música, cor e perfeição
E devemos criar a nossa própria melodia.

Mesmo que desafine e não hajam aplausos
É a sinfonia que havemos de reger.

Maestros indecisos,vacilantes e incertos
À procura da graça de aprender.

Nossa alma,instrumento de sons raros
Anseia por sensibilidade e salvação.

Não importa a nota, o tom, a clave musical
O ritmo é que não se deve perder.


-Helena Frontini-

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Nos tempos de minha avó


Era moça de família, criada no interior.
Namoro, só na sala junto com o caçulinha.
O pai queria jantares com toda a familia
Para conhecer a índole do namorado.
Dez horas era o limite da volta ao cinema
Sem tempo para um sorvete na praça.
Um beijo roubado, durava segundos
E a mão boba tocando o seio de raspão
Vibrava no corpo como bomba relógio
Prestes a explodir de emoção.
Eram tantos cafèzinhos e suspiros fundos
Que o jeito era casar ou desistir de vez
Desanimados por tanta proibição.


No fim,tudo deu certo e tocaram a vida
Até que a morte os separasse.
Nunca soube se foram felizes de verdade.
Ela nunca falava sobre isso...
Segredos do coração.


-Helena Frontini-

sexta-feira, 2 de abril de 2010


Inri
Jesus Nazarenus rex Judorum


Este homem alvo de tantos vetos e horrores
Coberto de glórias e despido em desdém
Traçou seu caminho crivado de dores
E preceitos humanitários soprados do além.


Pregou a justiça eterna e a palavra de luz
Entre mãos que o confortaram e vilipendiaram.
Por tanto amar seguiu seu roteiro até a cruz
Imbuído de ideais que não se abalaram.


Envolto na complexidade de sua imagem
Clemente, mesmo aos que o destronaram,
Volta ao poder que lhe deu corpo e coragem
Onde Divino e Humano se cruzaram.


-Helena Frontini-

Viagem astral


Meu corpo paira acima de mim enquanto durmo
Mais etéreo e fluido que este corpo de pesos.
Um ser astral se alteia de meus sonhos
Decifrando mundos descortinados das alturas.
Amplitude ligada a tênue fio prateado
Unindo dois corpos em comunhâo perfeita.
Um dorme, enquanto o outro se atreve, liberto.
Pássaro incomum de luz e brilho
Com desejos de voar.


-Helena Frontini-

quinta-feira, 1 de abril de 2010


Paciencia.


Acalma-te coração.
Há um tempo de frutos colhidos
Onde o repouso prepara nova floração.
Tudo espera no silencio que revigora.


Não te gastes em busca da emoção.
Descansa hoje dos sonhos perdidos
Logo voltará o seu tempo e hora
De viver mais uma ilusão.


-Helena Frontini-