sábado, 16 de janeiro de 2010


Fixação


Não me olhes desse jeito,que teu olhos
São mares enfeitiçantes de abrolhos.
Este breu veludoso explora meus sentidos
Me aprisiona neste chão desconhecido.
Não consigo me livrar desta atração
Estranho cativeiro atordoante de rendição.
Fico entregue e vencida de desejos
No instante em que me olhas desse jeito.


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

Feitiço



Se me fizesses uma canção de amor em noite de lua
E dedilhasses um violão em sons doces e acariciantes
Palavras sensuais cobririam a noite e arderiam na rua
Num desejo escondido e prestes a se revelar.



Se me fizesses uma canção de amor estonteante
E cantasses com voz rouca desafinada de emoção
Minhas flores te daria todas sem ao menos pensar
E a musica iria vibrar em nosso leito de paixão.



-Helena Frontini-
(Pres.aut.)


Indiferença


Tantos poemas fiz pensando em ti.Em vão...
Nunca soubestes interpretar corretamente
Palavras que nunca atingiram teu coração.
Passavas por minha poesia,educadamente
Indiferente que eras de minha adoração.


Tanto fizestes em tua ignorancia inocente
Que meu verso escondeu toda a emoção
E perdeu-se em teu silencio permanente.
Deixei de escrever-te sobre amor e paixão
Escondi de ti meu sentimento constante
E só te deixo entrever a fria razão.


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


Saudades


Há tanto tempo meu verso não paira em ti
Espontâneo, como antigamente...


Nossos caminhos tomaram rumos diferentes
Quando pensamos ser tão iguais...


O destino nos uniu e nos separou num sopro
Deixando um pó ardido e inclemente...


De vez em quando brotam algumas lágrimas
Meu olhar fica perdido e vacilante...


O sal seca em meu rosto e logo vai embora
E tua lembrança esfumaça de novo...


-Helena Frontini-
(pres.aut.)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


Realeza rebelde



Risca o céu o raio em corisco. Rompe, rasga, rufa, retumba.


Recusa rédeas,cavalo rompante .Retira freios e ruge feroz.


Reverbera o martelo de Thor. Rudes negrumes se rompem.


Rindo arremetem em regozijo. Reino de aguas rebenta sem dó.



-Helena Frontini-
(Pres.aut.)


Segundas intenções



Hoje vou levar-te o desjejum na cama...
Café fresqunho,mamão, torrada com geléia
Suco de laranja e granola que tanto amas.
Uma rosa para enfeitar minha doce idéia.



Vais ficar tão alvoroçado com meu carinho
Me cobrirás de beijos e abraços e afagos
Enquanto a café é esquecido no banquinho,
Nos amaremos até o fogo ser apagado.



-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

domingo, 10 de janeiro de 2010


Alto risco


Joguei-me neste amor em queda livre
A doida que não usou o paraquedas.
A visão do alto é bela, inebriante
Anseio perder-me nesta imensidão.
Tanta intrepidez inexiste em mim
E ainda assim tudo arrisquei e ousei
Por essa liberdade estimulante.


O chão aproxima-se em dura realidade
Sei que vou estatelar-me lá embaixo,
Fazer-me em pedaços, desvanecer...
O desejo potente quer ser provado
A razão implora: Não se deixe morrer!


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)