quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Insonia...


Olhos fechados,em doce sono embalados
Escondem um ardor que não se exprime
Parece que dormem, mas estão só velados,
Perdidos num desejo que mal se reprime.


Sonha acordada em devaneios de mulher
Almejando lhe venha o impetuoso amado
Na dolente rendição que seu corpo quer...
Leva-a nos braços ao seu leito almiscarado


Dando-lhe um amor ardente e desvairado
Que os olhos cerrados, imploram acontecer.
Ah! anjo travêsso,insone e desatinado
Guarda em segrêdo o que mais quer ter...


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

Amor e seu tempo


Nosso instante feliz passou irremediavelmente.
Foi amor com hora certa para começar e acabar.
Os ponteiros já me avisavam inexoravelmente
Só meu orgulho cego não escutou o tempo gritar.


Devia ter percebido que este amor era um deserto
Pelo teu jeito evasivo e quase sempre ausente...
O coração só sente aquilo que imagina estar certo
Não percebe de imediato a aridez num crescente.


A paixão louca desvairada, mudou-se em amizade
Lenta e fatalmente até este sentimento se acaba
Sobrando a amargura,em testemunho da verdade.
Nosso tempo tornou ao pó, desfeito em nada.


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

terça-feira, 10 de novembro de 2009


Insensatez


Primeiro, teu desejo constante afastou o medo de me entregar...
E nos amamos de muitas maneiras delicadas e perigosas.
Com certeza soubestes fazer-me rir e chorar
Em meio a poucas palavras e intenções duvidosas.
Foram picantes arroubos, enleios e frenesi
Inventados numa gana de emoção...


Depois tua ausencia e pobreza de dádivas,se fez constante.
O coração morava numa nuvem e despencava no chão
Todos os dias, embalando pequenos cacos de ti...
Impossível viver no balanço desta emoção discrepante
Barco sem meta, sem rumo que nunca aportou.
E, percebes agora? Eu endoideci...

Não podia durar,como não durou.


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Corretivo


Há dias em que os sentimentos
são como um ferro em brasa.
O coração na bigorna de um ferreiro,
Fica malhando e malhando
Até que desmantele sua vontade...
Moldada neste fogo altaneiro
Reduz-se à realidade condizente,
Perfeita sintonia com a sociedade
E bem menos interessante.


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

Memórias...(2)


Na rua de minha infancia só havia casas...
Prédios altos,só no centro da cidade.
Os quintais grandes, tinham rosas,jabuticabas
amoras e limões que de tantos,se perdiam...

Não havia televisão e toda a modernidade
O rádio era o amigo informado e tagarela.
Os carros, poucos e só aos ricos se permitiam.
Bom era vadiar, explorando ruas e qualquer viela.

Luxo era ir de bonde, se o dinheiro permitia
tomar sorvete na rua Direita...Que emoção!
Olhar festeiro de criança brilhando de alegria,
não viam a pobreza e a desolação....

A vida pobre e sofrida que a todos consumia
Inventada e reinventada pela imaginação...
Saudades da simplicidade que eu nem percebia
e hoje mora num cantinho do coração.


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)

sábado, 7 de novembro de 2009


Policromia...


Tantas cores misturadas, fazendo rebuliço.

Pinceladas multi cromáticas em doce fulgor.

Que teu fim de semana seja assim bonito:

Uma catarse inspiradora de muito amor.


-Helena Frontini-
(Pres.aut.)